O QUE SÃO

Danças de roda, tradicionais e contemporâneas, de diferentes culturas vivenciadas como um instrumento de Educação e Cultura, Comunicação Criativa, Autoconhecimento e Saúde Integral, Celebração e Integração.

ÁREAS DE APLICAÇÃO

Organizações públicas e privadas - Empresas, Escolas, Hospitais - Comunidades, Grupos de Desenvolvimento Humano e Profissional, Encontros, Palestras e Celebrações.

ALGUNS BENEFÍCIOS

1. Harmonia entre corpo-mente-espírito;
2. Elevação da Auto-estima
3. Consciência corporal - coordenação motora, ritmo, sintonia, flexibilidade;
4. Aprendizagem criativa, o desenvolvimento da inteligência integral e expansão de habilidades, incluindo-se a intuição, o imaginário, a sensibilidade e o corpo no processo de receber e transmitir conhecimentos;
5. Ampliação do potencial humano com a vivência da arte, do lúdico, do belo, do prazer, da alegria e da conexão com o sagrado;
6. Reconhecer e Valorizar as Identidades Culturais Brasileiras e Amazônicas, para o encontro criativo e harmônico com os outros povos - enraizar para a globalização consciente.
7. Sensibilização para a vivência de Valores Humanos e Princípios Éticos Universais - Respeito e inclusão do diferente, através do contato ético e estético com pessoas e culturas diversas;
8. Aprender a Conhecer - competência cognitiva; Aprender a Fazer - competência técnica; Aprender a Conviver - competência social; Aprender a Ser - competência humana: os quatro pilares básicos da educação sustentável, recomendados pela UNESCO.

ORIGEM

A metodologia de trabalho com as Danças Circulares Sagradas foi criada por Bernhard Wosien (1908-1986) - alemão, bailarino e pedagogo da dança - a partir de sua pesquisa com as Danças Folclóricas e Étnicas da Europa Oriental, iniciada em 1952.

Contagiado pela alegria e vibração das danças populares, Bernhard idealizou uma proposta de utilização para as áreas de educação e saúde. As danças que no seu formato tradicional não eram em círculo, foram adaptadas, para conectar profundamente as pessoas na roda.
Assim nascia a "Sacred Dance" - Dança Sagrada, na qual o "sagrado" diz respeito ao poder de elevação do espírito humano, associado à prática da dança e não a uma religião propriamente dita.

Nos últimos 25 anos de vida, o agora "dançarino", dedicou-se integralmente a pesquisar e ensinar as danças de roda como pedagogia e terapia de grupo em instituições educacionais e clínicas nas áreas de Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Em 1976, aos 68 anos, Bernhard foi convidado a implantar as Danças Sagradas na Fundação Findhorn -Centro Internacional de Educação Transdisciplinar, fundado em 1962, na Escócia. Um convite que foi determinante para a expansão do movimento das Danças no mundo.

Desde 1976, Findhorn promove anualmente em Julho, o Festival Internacional de Danças Circulares Sagradas, que tem contribuído para trocas valiosas entre os povos e o enriquecimento do repertório. São danças tradicionais e contemporâneas dos quatro cantos do mundo - Ásia, Europa, África e América.

O Movimento Nacional das Danças Circulares no Brasil começou na região Sudeste no início da década de 90, com um foco maior nas Danças Européias. Na Amazônia, em Belém-PA, começa em 2002 com Mana-Maní (que na época ainda não era uma ONG), realizando treinamentos com vários focalizadores do Brasil.

Simultaneamente aos primeiros treinamentos de Danças Circulares no Norte do Brasil, acontece um trabalho, também pioneiro, de pesquisa e inclusão marcante das Danças Tradicionais Amazônicas, nas rodas de danças circulares, o que tem dado um "tom" mais brasileiro ao movimento.

Esta iniciativa na Amazônia, que partiu de Dea Melo e Esperança Alves, resulta na criação da Ong Mana-Maní - Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura. Um círculo tecido à base de muita dedicação, organicidade, inspiração, empenho e uma grande força vinda de cada comunidade tradicional, de cada organização e de cada pessoa que entra na roda, circularmente . Sempre buscando cumprir a missão à qual se destina:

Facilitar a emergência dos Valores Humanos, destacando os seus aspectos universais nas diversas culturas, a partir do reconhecimento, valorização e difusão da Diversidade Cultural Amazônica - Brasileira.

A partir de Agosto de 2005, iniciativas da Bahia com, Sirlene Barreto primeiramente, através do I Festival Viva a Dança em Salvador, e na seqüência o I Encontro Nordestino de Danças Circulares em Recife-PE - Novembro de 2005, disparam nacionalmente uma proposta de divulgação das danças tradicionais brasileiras, reforçando também sua valorização, tanto quanto as dos outros povos, que vem sendo dançadas com grande destaque no Brasil, nos últimos quinze anos.

Danças Sagradas da Amazônia

Saiba mais...

Dança: Um Caminho para a Totalidade
Bernhard Wosien - Ed. Triom/SP

Danças Circulares Sagradas: Uma Proposta de Educação e Cura
Org. Renata Carvalho Lima Ramos - Ed. Triom/SP

O Corpo e seus Símbolos: Uma Antropologia Essencial
Jean-Yves Leloup - Ed. Vozes/RJ